quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Unindo esforços para a tranformação social



Conhecer as necessidades das pessoas, saber ouvir, são premissas básicas para unir esforços em busca da transformação social.

Unir esforços pressupõe envolvimento coletivo de um grupo de pessoas, que com suas habilidades, suas capacidades se unem, se fortalecem em prol de um objetivo comum. Quando todos se unem com o mesmo foco, todos caminham na mesma direção se torna mais fácil a busca para superação dos problemas, constroem-se assim novas alternativas que valorizem a vida. 

Quando unimos esforços, nos fortalecemos, mais facilmente encontramos ou construímos soluções que minimizam ou solucionam os problemas trazendo maior qualidade de vida para todos os envolvidos e consequentemente a desejada transformação social.

A união de esforços traz consigo inúmeras possibilidades de inovação social, criar alternativas que promovem a vida e dão dignidade a muitas pessoas.

Vamos unir esforços, pois juntos nos fortalecemos, construímos soluções e podemos fazer a diferença.

Abraços,
Samara Arpini

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Como determinar prioridades em relação às necessidades e problemas sociais



Geralmente, quando elaboramos o diagnóstico social apresentam-se múltiplos problemas e necessidades, sobre os quais não é possível intervir simultaneamente, tendo em conta que os recursos são escassos e limitados ou estão potencialmente disponíveis. Por isso, é preciso decidir que problemas se tentará resolver primeiro. Isto é definir prioridades.

A determinação de prioridades consiste em estabelecer uma ordem de precedências de acordo com a qual se irão satisfazendo as necessidades ou dando resposta aos problemas. Quer se faça por procedimentos simples ou sofisticados, com maior ou menor participação das pessoas envolvidas, o certo é que a priorização de problemas é uma tarefa essencial do diagnóstico e tem uma importância estratégica para qualquer ação que se realize.

Quer se trate de estabelecer prioridades com indivíduos, famílias, grupos ou comunidades, é preciso responder, no mínimo, às quatro questões seguintes:

Qual é o problema mais grave? Isto é, de todos os elementos problemáticos identificados, haverá que decidir qual ou quais são os mais importantes em função da sua gravidade e riscos para as pessoas por eles afetadas. Para que isto seja possível será preciso conhecer bem os efeitos que estes problemas e necessidades têm sobre as pessoas, e a natureza das suas consequências, assim como a vinculação e inter-relação que possam ter com outros problemas e necessidades e com fatores contextuais.

O que terá as maiores vantagens no futuro? Isto é, examinar os problemas e as necessidades desde o ponto de vista das melhores consequências futuras que a sua abordagem atual representa. Porque, do que se trata não é só resolver temporariamente os problemas mais críticos, mas sim conseguir que o futuro seja mais promissor.

Que necessidades e problemas podem ser resolvidos com os recursos disponíveis? Outro aspecto importante a ter em conta na priorização de problemas e necessidades diz respeito à eficácia da intervenção, porque, o importante é saber quais os problemas mais graves que se podem tratar com os meios atualmente disponíveis. Por outro lado, uma priorização que não tenha em conta este elemento, não servirá para programar uma ação eficaz e desencorajará o processo de resolução dos problemas, já que questionará o tratamento de algumas necessidades para as quais não existem meios de intervenção de imediato.

Quais são os problemas que mais preocupam as pessoas? Ou seja, a prioridade tendo em conta a percepção social dos problemas e necessidades. Isto, por uma razão óbvia: quando um problema preocupa muito as pessoas, aumentam as possibilidades de que estas se mobilizem para a sua resolução; interesse esse que aumenta as possibilidades de resolução do mesmo.

No final da discussão, as pessoas chegam à conclusão de que muitos dos seus problemas e necessidades estão relacionados entre si. E que, na realidade, a satisfação de uma necessidade prioritária pode resolver também muitos outros problemas.

As perguntas acima expostas constituem uma forma útil de estabelecer prioridades de maneira conjunta entre as pessoas afetadas (indivíduo, família, grupo ou comunidade) e os agentes externos (trabalhador social, facilitador, educador, etc.) já que permitem, de forma simples, a participação e o envolvimento de todos no processo, empregando por sua vez, critérios de priorização validados conjuntamente.

Abraços,
Samara Arpini

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Relações de ajuda




Quem disse que todo mundo quer ser ajudado. Você já perguntou alguém de uma comunidade pobre, onde geralmente se desenvolvem os projetos sociais, se aquela pessoa quer ser ajudada?

Essa é uma boa pergunta, mas pode ir além, caso ela queira ser ajudada, que tipo de ajuda ela espera? Pois é, esses são pequenos detalhes que fazem toda a diferença, normalmente pressupomos que quem mora em alguma comunidade pobre, favela por exemplo precisa de ajuda. Será? Não seria mais fácil perguntar para elas o que elas querem?

Por que estou falando sobre isso? Qual o sentido das relações de ajuda nos projetos sociais? Porque faz toda a diferença e evita uma série de riscos de insucesso do projeto social. Além de já ter quebrado a cara, vou contar minha experiência de quando ainda era estagiária. Muito entusiasmada fui para uma comunidade na época de estágio, para trabalhar com desenvolvimento comunitário em um núcleo habitacional. Chegando lá, conversando com lideranças e famílias, descobrimos que nem todos da comunidade queriam participar, e muito menos desejavam mudanças. Inicialmente gerou uma frustração, mas depois percebemos que a melhor opção era buscar apenas pelas pessoas interessadas e comprometidas com as melhorias da comunidade. Esse foi o caminho que trilhamos.

Primeira lição aprendida, nem todo mundo quer ser ajudado. Precisamos ter consciência que nem sempre todos que vivem em situação de inúmeras vulnerabilidades quer ser ajudado. Precisamos nos focar aos que estão dispostos a superar a situação em que se encontram e estar atentos aos tipos de relações de ajuda que produzimos, pois podemos gerar mais dependência através de nossas ações, ou podemos transformar a vida de muitas pessoas.

Muitas vezes, não nos damos conta de quanta liberdade de criar, inovar que temos em meio a tantas adversidades quando nos propomos aceitar ser ajudado e ao mesmo tempo ajudar a própria comunidade a se desenvolver.

As relações de ajuda demandam que sejam uma via de duas mãos, caso contrário o risco do projeto social aumentará assim como seus desafios, além de gerar insatisfação e frustração.

Reavalie as relações de ajuda que você estabelece, seja no âmbito familiar, profissional ou de projetos sociais. Construa mais vias de duas mãos.

Abraços,
Samara Arpini