sexta-feira, 30 de junho de 2017

Fazer pelo outro



Um dos grandes equívocos das ações sociais, iniciam com a pretensão de ajudar, mas a longo prazo na verdade acabam destruindo todo um movimento de mudança apenas pelo fato de fazer para os outros.

Quando um projeto social se propõe a fazer tudo pelo indivíduo, grupo ou família geralmente acaba criando uma situação que gera dependência e não autonomia das pessoas envolvidas. Um exemplo simples é quando por um longo período o projeto baseia-se em ações puramente assistenciais como doação de roupas, alimentos, remédios ... além de resolver todos os problemas que aparecem para eles, tirando a oportunidade de desenvolvimento pessoal e grupal no enfrentamento dos desafios.

Esse tipo de ação prolongada, gera ainda mais demandas, o que leva o projeto muitas vezes não conseguir atender a todos e começa a filtrar todas as demandas, além de aumentar seus investimentos. Gerando dependência de todas as pessoas atendidas. É importante sempre lembrar que quando damos tudo para alguém tiramos a sua dignidade

Uma luz nova sobre essas ações podem ser desencadeadas, a partir de novas propostas baseadas na participação e envolvimento de todos na construção da solução aos problemas das pessoas, grupos ou comunidades, considerando a capacidade e habilidade de todos os envolvidos para contribuir no processo de mudança. 


Fazer pelo outro gera dependência.

Facilite a ideia de construir juntos as soluções para o enfrentamento de seus próprios problemas gerando autonomia e desenvolvimento.

Abraços,
Samara Arpini


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Como identificar necessidades de problemas



Quando atuamos com projetos sociais, diariamente enfrentamos ou nos deparamos com inúmeras necessidades e problemas sociais, mas você sabe qual a diferença que existe entre necessidades e problemas e como identificar.

Há primeira vista pode parecer a mesma coisa e para outros até mesmo confuso. Para facilitar a compreensão vamos analisar a diferença entre necessidade insatisfeita e um problema, usando o seguinte exemplo:

  • Se numa comunidade há 450 crianças em idade escolar e só existe uma escola com 350 lugares, podemos dizer que há uma carência ou falta de vagas escolares que não permite uma satisfação adequada da necessidade de educação básica.

  • Se numa outra comunidade, onde todas as crianças podem ir à escola, 25 por cento falta regularmente às aulas; ou 50 por cento reprova sistematicamente à maioria das disciplinas, então o que existe é um problema de insucesso escolar.


Esta diferenciação entre necessidade e problema não tem só uma importância conceitual: a sua diferenciação é a chave no diagnóstico se pretendermos chegar a uma solução efetiva dos mesmos.

Grosso modo, buscamos através da exemplificação mostrar de forma simples e prática a diferença entre necessidades e problemas e como identificar quando atuamos em projetos sociais.

Espero que se lembrem de saber identificar no dia a dia, pois pode fazer a diferença na busca por soluções.

Abraços,
Samara Arpini