sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Avaliação de Projetos Sociais

A avaliação de projetos traz a transparência de suas ações e resultados, assim como maior credibilidade.

Você sabe como avaliar seus projetos sociais? Conhece seus resultados? Nós podemos ajudar você.

Benefícios
  • Contribui para corrigir rumos e identificar erros e acertos do projeto; 
  • Apoia a gestão;
  • É um instrumento na tomada de decisão;
  • Verifica a realização de objetivos;
  • Identifica os resultados junto ao público alvo do projeto; 
  • Apoia mudanças no projeto;
  • Colabora com o estabelecimento de objetivos e metas para o projeto;
  • Potencializa a viabilidade de desenvolver novos projetos;
  • Apoia o planejamento estratégico do projeto ou da organização;
  • Contribui para a tomada de decisões financeiras e na prestação contas aos parceiros e financiadores;
  • Garante a transparência das ações; 
  • Gera credibilidade ao projeto.

Avaliar é uma condição imprescindível para a gestão de programas e projetos sociais, pois gera conhecimento sobre a ação que se realiza, fornece dados para verificação da efetividade do caminho escolhido e permite aprimoramento e correção de rotas, quando necessário. A prática possibilita verificar a pertinência, consistência, coerência e viabilidade dos projetos e programas sociais.

A metodologia utilizada conjuga dois tipos de avaliação que se complementam: a avaliação de impacto e o cálculo de seu retorno econômico. A primeira tem como principal objetivo investigar a causalidade entre o projeto ou programa e os resultados obtidos, ou seja, responder o que teria ocorrido aos beneficiários, caso eles não tivessem participado do trabalho. Já o retorno econômico compara o investimento empregado com os benefícios gerados ao longo da vida de seus participantes. Trata-se, portanto, do retorno social, uma medida econômica relevante para a gestão e comparação de resultados entre projetos sociais, que contribui nas tomadas de decisão, aprimoramento, ampliação ou redução de determinadas ações. Além disso, os resultados podem orientar a adoção de ações de programas sociais em políticas públicas quando, comprovadamente, analisando aspectos micro e macro sociais, houver ganho substantivo para os cidadãos.

Toda avaliação de projetos sociais deve oferecer informações relevantes para alterar os processos que determinam a eficiência e eficácia das políticas, programas e projetos sociais. Tal princípio coloca a avaliação como um importante instrumento de decisão política em seu sentido pleno de garantia dos direitos dos cidadãos, não restrito à verificação e análise de dados que demonstram o quão eficiente e eficaz foi determinado projeto.

Execução e Acompanhamento de Projetos Sociais

O sucesso de seu projeto social depende também de uma excelente execução e acompanhamento, pois é através dela que será possível corrigir possíveis desvios e trabalhar para mudanças efetivas junto ao grupo alvo.

Benefícios
  • Contribui para efetividade das ações previstas, assim como alcançar da melhor possível os resultados esperados;
  • Contribuir para melhorias e mudanças do projeto durante sua execução;
  • Evitar que um projeto tenha seu orçamento e/ou seus prazos previstos superados;
  • Minimizar seus riscos e custos e manter todos os envolvidos do projeto satisfeitos.

A execução do projeto além de colocar em prática o que foi planejado ou fazer com que o projeto idealizado se torne realidade, faz-se necessário:
  • Alocar os recursos: fazer as negociações internas e contratações, programar detalhadamente a utilização dos recursos, mobilizar a logística (a forma como eles serão agregados ao projeto, ou seja, as atividades necessárias para que eles estejam disponíveis na hora, local e forma adequados), acompanhar sua utilização e registrar as informações necessárias para o adequado controle.
  • Supervisionar a aplicação dos recursos, através da designação de tarefas; de orientação técnica de seu uso e da supervisão logística.
  • Coordenar a realização das atividades integrando pessoas e equipes.
  • Gerenciar a qualidade, estabelecendo normas e padrões, pontos de controle e medição (momentos e formas nos quais é feito o acompanhamento e o registro dos dados definidos para acompanhamento) e a metodologia para solução de problemas (formas pelas quais se espera que as dificuldades sejam solucionadas).
Parte essencial da gestão de um projeto social é o acompanhamento, também chamado seguimento, controle ou monitoramento. Seu propósito é verificar, durante a execução do projeto, se ele está acontecendo conforme o planejado, em todos os níveis. Comparando o previsto com o efetivamente gasto, realizado e obtido, ganham-se condições para analisar se o andamento do projeto está ou não a contento, se são ou não aconselháveis mudanças. É um instrumento para a gestão como um todo, auxiliando a tomada de decisões a respeito dos rumos do projeto e da forma de executá-lo.

O acompanhamento/controle consiste em acompanhar o cronograma físico das atividades, através da comparação entre os prazos previstos e os prazos efetivamente ocorridos. O objetivo a ser alcançado nesta etapa é realizar ajustes de modo a garantir o cumprimento dos prazos previstos.


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Projeto Social

Tornamos sua ideia em realidade. Desenvolvemos o Projeto Social de acordo com sua necessidade.

Benefícios
  • Um projeto serve para materializar algo que ainda não existe (Inovação);
  • Serve para descrever os passos necessários para se atingir um objetivo;
  • Ajuda a sistematizar o trabalho em etapas a serem cumpridas, a compartilhar a imagem do que se quer alcançar, a identificar as principais deficiências, e a superar e a apontar possíveis falhas durante a execução das atividades previstas;
  • Também serve como ferramenta de mobilização social e captação de recursos;
  • Prevê possíveis riscos da intervenção;
  • Contribui para a análise de viabilidade;
  • Prevê os custos da execução;
  • Projetos viabilizam mudanças.

A elaboração de um projeto esboça a organização das idéias, planejando todos os passos do que deve ser feito. O projeto é uma ferramenta importante para o levantamento de recursos e a obtenção de investidores, além de ser a forma mais segura e eficaz para a execução de qualquer ação/intervenção.

Segundo a definição da ONU, um projeto é um empreendimento planejado que consiste num conjunto de atividades inter relacionadas e coordenadas, com o fim de alcançar objetivos específicos dentro dos limites de tempo e de orçamento dados.

Um projeto é uma ação organizada. É o resultado obtido ao se "projetar" no papel tudo o que é necessário para o desenvolvimento de um conjunto de atividades.

Um projeto social pode ser entendido como um conjunto de atividades que busca transformar de alguma forma a realidade, prevenindo, reduzindo ou eliminando um déficit, ou solucionando um problema.

Elaborar um projeto social significa reconhecer a necessidade de intervenção diante de um problema, analisar esta necessidade, estabelecer alternativas de intervenção, analisar as alternativas, tomar decisões frente às alternativas.

Todo projeto social surge de uma necessidade de um problema concreto. Ao elaborar um projeto é necessário alertar para a solução de problemas de modo que as idéias sejam transformadas em ações. No desenvolvimento dos projetos sociais são fundamentais que sejam claros os objetivos, especificar os recursos, declarar parcerias e como serão analisados os resultados.

Para um bom projeto é necessário conhecer bem a realidade problema, para isso torna-se necessário uma bom diagnóstico social.


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Diagnóstico Social

Comece certo, comece pelo Diagnóstico. Certeza e garantia de iniciar bem seu projeto social.

Objetivos
  • Subsidiar a elaboração de um planejamento que permita a prevenção e redução de problemas sociais da comunidade local, empresa, e/ou entidade.
  • Viabilizar a elaboração de um Projeto de Intervenção junto ao bairro ou comunidade onde atua.
  • Gerar conhecimento dos problemas sobre os quais se vai intervir. 
  • Torna-se necessário conhecer para reforçar a capacidade de agir para a resolução dos problemas.
  • Conhecer as principais necessidades e prioridades da comunidade.

Benefícios
  • Permite que as ações sejam planejadas a partir do conhecimento aprofundado da realidade do bairro, comunidade, entidade, grupo ou empresa. 
  • Contribui para preparar a planejamento, auxiliando as decisões sobre as opções estratégicas.
  • Permitir uma leitura da realidade.
  • Elimina lacunas de atuação.
  • Facilita o intercâmbio de informação entre os diferentes parceiros, permitindo um maior conhecimento mútuo e novos relacionamentos. 
  • Converte-se num “cartão de visita” e de identificação para futuras parcerias; 
  • Ajuda a definir as necessidades, a conhecer os recursos e os obstáculos existentes e a iniciar o estabelecimento das prioridades, a concretizar e a adaptar na função de planejamento.    
  • Credibilidade quanto a seriedade do trabalho social a ser realizado.

A realização de um Diagnóstico Social contribui para sua empresa, organização/entidade, comunidade a conhecer e entender as suas principais necessidades/problemas assim como suas potencialidades, para melhor tomada de decisão em busca de soluções as suas demandas internas ou externas.

O Diagnóstico Social é um instrumento que permite não só a identificação das necessidades, a detecção dos problemas prioritários e respectivas causalidades, bem como dos recursos e das potencialidades locais que constituem reais oportunidades de desenvolvimento. O diagnóstico é composto por duas etapas, observação e análise. A observação refere-se ao levantamento dos dados, caracterização do grupo alvo (funcionários, comunidade, entidades, etc) e do sistema social e a análise constitui-se a interpretação e análise dos dados observados, onde identifica-se as causas geradoras destes dados. A análise deve permitir o conhecimento da situação do grupo alvo no campo social, possibilitando tanto a verificação dos problemas existentes como dos que já estão atendidos.



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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Por que avaliar projetos sociais

Os jovens participantes do Programa Educação e Trabalho, da Fundação CDL Pró-Criança, em Belo Horizonte (MG), tiveram aumento significativo em seu rendimento após a aprendizagem profissional oferecida pela organização. No Instituto Ballet de Santa Teresa, localizado no bairro carioca de mesmo nome da instituição, as mães de alunos tiveram elevação de escolaridade, a renda familiar aumentou e os estudantes melhoraram seu desempenho escolar após integrar as atividades do programa Complementação e Embasamento Cultural.

Os dois projetos sociais mencionados têm algo importante em comum: os gestores das organizações executoras empenharam-se para mensurar o seu impacto nas comunidades atendidas e, com isso, obtiveram informações fundamentais para calcular o custo-benefício das ações, aprimorar a gestão e a utilização dos recursos.
Avaliar é uma condição imprescindível para a gestão de programas sociais, pois gera conhecimento sobre a ação que se realiza, fornece dados para verificação da efetividade do caminho escolhido e permite aprimoramento e correção de rotas, quando necessário. A prática possibilita verificar a pertinência, consistência, coerência e viabilidade dos programas sociais.

Contudo, saber que avaliar é importante não é suficiente para efetivar a prática da avaliação. Dados da pesquisa Ação Social das Empresas no Brasil, realizada em 2006 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostram que entre mais de 599 mil empresas ouvidas, apenas 16% afirmaram que possuem avaliação documentada de suas ações sociais.

Isso ocorre porque a avaliação de projetos sociais esbarra, na maioria das vezes, no desconhecimento de metodologias e ferramentas adequadas e também na ausência da cultura de avaliação. Assim, essa continua sendo uma atividade residual, não institucionalizada na gestão dos projetos e desarticulada com os momentos de tomada de decisão. Outras vezes, limita-se ao acompanhamento de atividades, raramente estendido à mensuração de seus resultados efetivos.

Nesse contexto, ganha ainda mais relevância a avaliação de impacto, que se diferencia na metodologia e nas finalidades. Seu objetivo é mensurar os efeitos do projeto sobre os beneficiários, isolando-os dos efeitos de outros fatores do contexto. Por exemplo, responde em que medida o aumento observado da renda de um grupo de beneficiários é devido a ações de capacitação profissional feitas pelo projeto e em que medida deve-se à melhora generalizada do quadro macro-econômico.
A Fundação Itaú Social iniciou em 2004 o programa Avaliação Econômica de Projetos Sociais, com o objetivo de avaliar os próprios programas sociais e de instituições parceiras, além de investir na disseminação dessa prática, promovendo cursos e seminários gratuitos em todo o Brasil.

A metodologia utilizada pela Fundação conjuga dois tipos de avaliação que se complementam: a avaliação de impacto e o cálculo de seu retorno econômico. A primeira tem como principal objetivo investigar a causalidade entre o projeto ou programa e os resultados obtidos, ou seja, responder o que teria ocorrido aos beneficiários, caso eles não tivessem participado do trabalho. Já o retorno econômico compara o investimento empregado com os benefícios gerados ao longo da vida de seus participantes. Trata-se, portanto, do retorno social, uma medida econômica relevante para a gestão e comparação de resultados entre projetos sociais, que contribui nas tomadas de decisão, aprimoramento, ampliação ou redução de determinadas ações. Além disso, os resultados podem orientar a adoção de ações de programas sociais em políticas públicas quando, comprovadamente, analisando aspectos micro e macro sociais, houver ganho substantivo para os cidadãos.

Toda avaliação de projetos sociais deve oferecer informações relevantes para alterar os processos que determinam a eficiência e eficácia das políticas e programas sociais. Tal princípio coloca a avaliação como um importante instrumento de decisão política em seu sentido pleno de garantia dos direitos dos cidadãos, não restrito à verificação e análise de dados que demonstram o quão eficiente e eficaz foi determinado programa.

Ana Beatriz Patrício é pedagoga, especialista em Gestão do Conhecimento e Gestão do Terceiro Setor e diretora da Fundação Itaú Social, artigo especial para o Estadao.com.br