quarta-feira, 21 de junho de 2017

7 erros mais comuns em ações sociais


Conheça alguns dos equívocos mais comuns praticados nas ações sociais que acabam gerando dependência e busque evita-los:

  1. Ignorar quem são as pessoas da comunidade, não se importar em conhecer a realidade e as pessoas da comunidade;
  2. Identificar os problemas sem escutar as pessoas;
  3. Sabemos o que é melhor para os outros, sem ao menos ouvir o que as pessoas têm a dizer sobre si e sua realidade;
  4. Ações com foco assistencial; 
  5. Dar as coisas prontas, sem construir coletivamente; 
  6. Aumento da demanda de atendimento devido as ações pautadas em doações de alimentos, roupas, material escolar.... 
  7. Foco nos problemas e não na solução e nas capacidades das pessoas;
Atenção redobrada ao identificar qualquer um desses erros, pois é sinal de que algo precisa ser revisto, mudado para não cair na armadilha das ações que geram dependência.

Fique atento! Não gere mais dependência, promova a autonomia.

Abraços,
Samara Arpini



segunda-feira, 12 de junho de 2017

Escutando com o coração



Como hoje é dia dos namorados, não poderia deixar de falar sobre os sentimentos humanos e a sensibilidade de percebê-los no processo de intervenção social.

Escutar com o coração é o nível do sentimento feito de emoções, humores, experiências não verbais. Podemos ouvir os sentimentos prestando atenção ao tom de voz, expressões faciais, olhos e gestos. Escuta significa colocar-se no lugar da outra pessoa. Ouvir os silêncios pode revelar sentimentos de discordância ou inadequação, tédio ou raiva.

Ouvir os verdadeiros sentimentos de alguém dá pistas importantes sobre o que realmente importa para essa pessoa.

Os pensamentos superficiais que as pessoas expressam podem nos levar para a direção errada. É por isso que a escuta dos verdadeiros sentimentos de alguém é tão necessária para descobrir o que realmente importa para ela. Se não pudermos identificar os seus verdadeiros sentimentos será difícil entender por que ela está pensando de determinada maneira ou o que ela realmente quer.

Não ouvir atentamente as emoções e sentimentos da outra pessoa, seja na relação a dois, na família, no grupo de amigos, na comunidade ou num trabalho social geralmente gera mal-entendidos, ficamos reféns de uma comunicação falha, que escuta com a razão e esquece de ouvir com o coração. Sem nos darmos conta que somos movidos muito mais pelos nossos sentimentos do que pela razão.

Precisamos continuar a ouvir, conscientemente, os sentimentos por trás dos pensamentos e a vontade sendo expressa pelo locutor. Isto é uma escuta profunda que faz a diferença. É a sensibilidade de perceber o outro e ouvir muito além das palavras. Portanto, devemos escutar mais com o coração.

Como anda a sua escuta? Está focada aos pensamentos e a razão? Ou está aberta e ampliada a escutar os sentimentos e emoções, está escutando com o coração?
Amplie sua sensibilidade de relacionar-se com os outros, procure escutar também com o coração. Faça a experiência!

Abraços,
Samara Arpini

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Inovação Social




Diante das problemáticas sociais como a pobreza, desigualdade social, violência, migração humana, poluição, crises... temos o desafio de avançar, superar, mudar. Mas como mudar? Para solucionar as problemáticas, precisamos de inovação social.

Devemos estar focados na solução de problemas, para isso precisamos caminhar no sentido do desenvolvimento, promovendo o envolvimento de todos, conhecendo suas capacidades para que possamos avançar na mudança.

Diante das problemáticas sociais que nos afetam, pensamos: Como mudar? Fazemos perguntas sem nos darmos conta de que “Somos parte da resposta” juntos podemos transformar a realidade. Não podemos nos conformar diante dos problemas.

Muitas vezes esperamos dos outros a resposta, colocamos nas mãos dos outros o que é responsabilidade nossa.

A inovação social contribui para a construção das capacidades, que submetidas a serviço da sociedade transformam uma realidade.

Gostaria de concluir inspirada pela fala da professora Maria Izabel da Universidade Católica da Colômbia no I Congresso Internacional de Capacitação Gestão Municipal e Desenvolvimento da América Latina e Caribe – Gestão Inovadora de Cidades ocorrido no 07/06/2017 em Curitiba, onde a professora nos coloca os seguintes questionamentos diante dos problemas sociais:

Se não sou eu, então quem?
Se não é hora, então quando?
Se não é para os demais, então para quem?

Profunda reflexão, para que nos tornemos protagonistas das mudanças que queremos ver na nossa vida, na nossa comunidade, na nossa cidade, no nosso país... no mundo.


Abraços,
Samara Arpini